segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sonho, fé e esperança: crer é preciso!

Nessas eleições meu título de eleitor completa 22 anos. É mais da metade da minha vida.
O primeiro voto, a gente não esquece... ou não deveria esquecer. Senti o maior orgulho em subir as escadas do prédio onde anos antes concluí o ginásio (era assim que chamávamos o ensino fundamental) para votar pela primeira vez em 1986.
Aquele 15 de novembro teve para mim um gosto especial, significava ter direito a voz em meio a uma multidão, ter participação direta nas decisões coletivas... e amanheceu impregnado da sensação de poder mudar o mundo, ânsia da juventude revestida de sonhos.
Confesso que minhas mãos tremeram e um nó brotou na garganta quando, pela primeira vez, deixei minha opinião gravada na cédula de papel que mal consegui colocar na urna.
Demagogia? Não. Fé. Sob olhares incrédulos, sempre pequei por acreditar demais mas, na verdade, crer é meu jeito de ser.
Aprendi com minha mãe que sonhar, acreditar e esperar são grandes coisas a fazer por toda a vida pois quem não sonha, não crê e não tem esperança, não vive.
A descrença ilude e resigna. A fé dá força para lutar.

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