Minha avó era indiscutível na cozinha. Nunca houve quem ousasse questionar aquelas mãozinhas ágeis e ritmadas processando o tempero. Tinha um gosto muito simples, fazia maravilhas apenas com sal, alho e pimenta-do-reino.
Mas nem tudo são quitutes na cozinha da Vó Vina. Às vezes o prato desandava, virava uma outra coisa e precisava de um "jeitinho" pra tomar rumo e chegar ao ponto certo de novo. Ou ainda, uma vontade doida de comer "uma coisa diferente", botava as mãozinhas a inventar uma nova iguaria, qualquer coisa misturada, bolinho, biscoito, mingau, mexidinho com tudo que sobrou do almoço, qualquer "coisinha pra mastigar".
Não importa o acidente gastronômico, o "trem" acabava ficando tão bom que não dava tempo de esfriar. Mas a dona Vina, muito exigente que era, desdenhava dizendo: "Que isso, virou uma langanha!"
É, a vida é uma langanha de coisas, mais sérias, menos sérias, importantes ou nem tanto, imprescindíveis ou supérfluas.
O processo sucessório acabou mas a política, essa dura o ano inteiro e quem não é sujeito, é objeto. Entre uma luta e outra, é hora de cuidar da vida. Da minha vida.
Com licença, vou à luta!
Langanhas
Ruminâncias e regurgitações de um ser que nada sabe, mas muito matuta.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
O hiato
Fim de jogo.
Agora, não adianta xingar a mãe do juiz, este sou eu, você, somos nós enquanto força coletiva.
O silêncio é o melhor locutor nas partidas insólitas.
Agora, não adianta xingar a mãe do juiz, este sou eu, você, somos nós enquanto força coletiva.
O silêncio é o melhor locutor nas partidas insólitas.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
E a sorte está lançada...
Bem, amigos, no próximo domingo as urnas mostrarão a quantas anda a vontade popular. O material deixado pela campanha pode ser muito rico se tomado para um estudo das relações políticas e da ordem social em que vivemos.
Uma coisa me deixa triste, a baixa retenção de memória que muitas vezes o povo demonstra.
Mas a história nos ensina que para alcançar avanços na ordem social enfrentamos muitos retrocessos.
Portanto, a luta é árdua mas desistir, jamais!
O que tiver de ser, será.
Ah! Minha memória?
Vai muitíssimo bem, obrigada.
Uma coisa me deixa triste, a baixa retenção de memória que muitas vezes o povo demonstra.
Mas a história nos ensina que para alcançar avanços na ordem social enfrentamos muitos retrocessos.
Portanto, a luta é árdua mas desistir, jamais!
O que tiver de ser, será.
Ah! Minha memória?
Vai muitíssimo bem, obrigada.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
O Analfabeto Político (Bertolt Brecht)
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais."
Deveres e deveres do cidadão. Eis a questão:
E por falar em política, fazer cortesia com chapéu alheio é feio!
Agora virou moda, cada um tem uma aliança e fala nisso descaradamente. Tem amigo de governador, tem parente de presidente, herdeiro do fazendeiro, o queridinho de algum pastor, o cunhado-do namorado- da filha- da comadre... só não vi compadre de padre... mas tem gente garantindo que por devoção e bondade fez muito favor diretamente pro Superior de sua Santidade.
O pior é que todos acham isso muito normal. Tão normal quanto obter favorecimentos políticos através dessas afinidades, prática muito conhecida e arduamente preservada por essas bandas do sertão "caipiro-progressista" de São Paulo, que cresce, cresce, cresce, faz muita pose mas continua provincianamente nada diferente.
Então, eu tô louca?
Esclarecer quem ainda vive no escuro é obrigação de quem já aprendeu a lição.
Por isso, passando a limpo:
*Obrigação de deputado, senador e vereador é lutar pelo que é justo, votar a favor do bem comum e não apenas de grupos particulares. Se o seu é adepto dessa última prática, certifique-se de que vocês realmente façam parte do mesmo grupo, se a resposta for sim, você decide, mas se for não... tenha dó!
*Obrigação do governo é governar para todos sem dar preferências a correligionários ou amigos particulares. É claro que há um compromisso com esta ou aquela linha ideológica. É bom lembrar que não existe candidatura independente, há sempre um partido (ou vários) por trás de um governo. Aliás, é imprescindível não esquecer disso, não basta conhecer o indivíduo, é necessário conhecer também as idéias que ele representa (quem não tem uma idéia clara provavelmente não sabe o que fazer).
*Obrigação de candidato é apresentar um bom projeto e disponibilizá-lo na íntegra ao povo. Se o seu omite-se disso e quer convencê-lo de que ele é do tempo em que bastava a um homem de bem empenhar sua palavra, pode ser que não queira assumir compromisso ou... que não tenha de fato projeto algum.
*Obrigação de eleitor é conhecer o mínimo da história dos candidatos para saber qual é o menos pior, é votar com ciência, com a certeza de que seu voto decide, é acompanhar o mandato e cuidar muito bem da saúde da sua memória para não se enganar no futuro.
**Isso é problema meu, teu e nosso!
Eu tô ligada, e você?
Agora virou moda, cada um tem uma aliança e fala nisso descaradamente. Tem amigo de governador, tem parente de presidente, herdeiro do fazendeiro, o queridinho de algum pastor, o cunhado-do namorado- da filha- da comadre... só não vi compadre de padre... mas tem gente garantindo que por devoção e bondade fez muito favor diretamente pro Superior de sua Santidade.
O pior é que todos acham isso muito normal. Tão normal quanto obter favorecimentos políticos através dessas afinidades, prática muito conhecida e arduamente preservada por essas bandas do sertão "caipiro-progressista" de São Paulo, que cresce, cresce, cresce, faz muita pose mas continua provincianamente nada diferente.
Então, eu tô louca?
Esclarecer quem ainda vive no escuro é obrigação de quem já aprendeu a lição.
Por isso, passando a limpo:
*Obrigação de deputado, senador e vereador é lutar pelo que é justo, votar a favor do bem comum e não apenas de grupos particulares. Se o seu é adepto dessa última prática, certifique-se de que vocês realmente façam parte do mesmo grupo, se a resposta for sim, você decide, mas se for não... tenha dó!
*Obrigação do governo é governar para todos sem dar preferências a correligionários ou amigos particulares. É claro que há um compromisso com esta ou aquela linha ideológica. É bom lembrar que não existe candidatura independente, há sempre um partido (ou vários) por trás de um governo. Aliás, é imprescindível não esquecer disso, não basta conhecer o indivíduo, é necessário conhecer também as idéias que ele representa (quem não tem uma idéia clara provavelmente não sabe o que fazer).
*Obrigação de candidato é apresentar um bom projeto e disponibilizá-lo na íntegra ao povo. Se o seu omite-se disso e quer convencê-lo de que ele é do tempo em que bastava a um homem de bem empenhar sua palavra, pode ser que não queira assumir compromisso ou... que não tenha de fato projeto algum.
*Obrigação de eleitor é conhecer o mínimo da história dos candidatos para saber qual é o menos pior, é votar com ciência, com a certeza de que seu voto decide, é acompanhar o mandato e cuidar muito bem da saúde da sua memória para não se enganar no futuro.
**Isso é problema meu, teu e nosso!
Eu tô ligada, e você?
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